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André Avlis

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Radialista, Cronista e Comentarista Esportivo!
Postada em 07/09/2026 09:43 | Atualizada em 07/09/2026 09:48

O Uberlândia teve de sobra o que o ASA teve de menos: eficiência

Jogo de volta acontece domingo (13), às 17h, no Parque do Sabiá, em Uberlândia
ASA x Uberlândia - Final da Série D - Foto: Pablício Vieira/ASA

 Frio, calculista e letal.

O ASA perdeu por 2 a 0 para o Uberlândia, jogando em casa, no primeiro jogo da final do Brasileirão Série D. Foi a primeira derrota do time alvinegro jogando em Arapiraca na competição; também foi a quebra da invencibilidade de 15 jogos sem perder na temporada.

A partida teve tempos distintos em relação a performance do clube alagoano.

No priemiro tempo, o ASA foi dominante. Teve a posse de bola, volume de jogo, conseguia fazer o 'perde pressiona' a todo momento e não deixava o Uberlândia desenvolver seu jogo. No entanto, faltava capricho no último passe e nas tomadas de decisões no último terço do campo. 

Por isso, todo o predomínio não foi traduzido e transformado em chances claras ou gols.

O time mineiro teve uma proposta bem definida desde o início do confronto. Utilizou um jogo mais reativo, marcou atrás da linha da bola sem fazer tanta pressão na saída de bola do ASA e buscava sempre bloquear o jogo pelos corredores laterais. A equipe do técnico Danilo alternava em defender fazendo linha de cinco (5-3-2) e de seis (6-3-1).

A ideia era sair em velocidade quando retomasse a bola utilizando um jogo mais direto. Contudo, na primeira parte do jogo o plano não foi bem executado.

Veio a segunda etapa. O ASA tentava controlar o jogo com a posse mais uma vez, no entanto, o ritmo foi outro. A equipe não conseguia mais ter tanta intensidade, agressividade e velocidade nas dinâmicas ofensivas. Além disso, alguns jogadores foram bem abaixo individualmente, o que interferiu, obviamente, na evolução do jogo coletivo.

O Uberlândia manteve sua postura até boa parte do segundo tempo. Mas a partir do momento que o Gigante se mostrou mais lento, previsível e começou a errar mais que o normal, o alviverde modificou a forma de defender. Ao invés do bloco baixo, adiantou um pouco para marcar em bloco médio.

E aí, aconteceu o que o time mineiro queria: o ASA cedeu espaços para transitar e contra-atacar.

Foi assim que o Uberlãndia encaixou duas transições ofensivas atacando os espaços oferecidos no corredor lateral esquerdo. Duas jogadas mais claras e dois gols. A letalidade peculiar da equipe apareceu mais uma vez. Um time que não precisa de muito para decidir jogos mais uma vez foi frio e calculista.

Para o ASA, resta buscar algo muito difícil, mas não impossível. Mesmo entendendo que, em casa, o Uberlândia é ainda mais malandro, especialmente quando tem vantagem.

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