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Djalma Lyma

Sobre o autor

Radialista profissional e acadêmico de Direito, Djalma Lyma atua na comunicação com olhar crítico e compromisso com a informação. Este blog, reúne política, opinião e análise sobre os principais acontecimentos de Alagoas e do Brasil!
Postada em 10/09/2026 12:07 | Atualizada em 10/09/2026 12:22

Análise: a crise chegou ao STF — e a pizza pode estar a caminho

A crise é grande, mas, no Brasil atual, é melhor não duvidar de nada
Dino, Mendonça, Moraes e Toffoli durante sessão no STF - Foto: Luiz Silveira/STF

A crise que chegou ao Supremo Tribunal Federal é grande demais para acabar em pizza.

Mas, no Brasil atual, é mais prudente não duvidar de nada.

O que está em discussão não é uma simples divergência entre ministros. São questionamentos que envolvem integrantes da mais alta Corte do país, relações com personagens sob investigação e uma disputa que já ultrapassou os limites dos corredores do Supremo e chegou ao debate público.

E quando a Suprema Corte entra no centro da própria crise, a sociedade tem o direito de perguntar: quem vai investigar, quem vai esclarecer e quem vai responder?

Não se trata de antecipar condenações. Muito menos de transformar suspeitas em verdades. Trata-se de exigir aquilo que qualquer instituição pública deveria oferecer: transparência, explicações e respeito aos fatos.

O problema é que o brasileiro já viu esse filme muitas vezes.

Escândalos começam com enorme repercussão, provocam discursos inflamados, dominam as manchetes e, depois de algum tempo, desaparecem do noticiário. Quando a poeira baixa, muitas perguntas continuam sem resposta.

É por isso que a expressão “terminar em pizza” ganha força.

Seria um erro acreditar que necessariamente será assim. Mas também seria ingenuidade imaginar que, no Brasil, toda crise institucional termina obrigatoriamente com respostas à altura da gravidade dos fatos.

O STF não pode pedir confiança apenas porque é o Supremo.

Confiança não se exige. Confiança se conquista.

E, neste momento, a Corte precisa entender que quanto maior for o poder de seus ministros, maior também deve ser a cobrança sobre seus atos.

A sociedade não quer espetáculo. Não quer caça às bruxas. Não quer condenação antecipada.

Quer saber a verdade.

Porque uma crise dessa dimensão não pode ser resolvida com silêncio, corporativismo ou simplesmente esperando que o tempo faça o assunto desaparecer.

A crise é grande demais para acabar em pizza.

Mas, diante do histórico brasileiro, talvez seja justamente por isso que ninguém deva duvidar de que a pizza possa estar no forno.

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