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Valdenice Guimarães

Sobre o autor

Valdenice Barboza Guimarães; Historiadora Psicóloga Clínica Comportamental. Membro fundadora do Instituto de Análise do Comportamento – IAC. Pós-graduada em Teorias e Técnicas Comportamentais: Educação, Pesquisa e Terapia.
Postada em 09/03/2019 11:20
Avanços e conquistas das mulheres

 Para descrever sobre os avanços e as conquistas das mulheres, prioritariamente, levaremos em conta o período e o contexto histórico das sociedades.
Relatos históricos nos mostram que a mulher primitiva trabalhava na agricultura plantando, colhendo raízes e frutos comestíveis, além de ser responsável pelos afazeres domésticos e pela criação dos filhos. Essas práticas não eram, propriamente, uma opção individual, mas o resultado das condições da organização econômica da sociedade, na qual ela estava inserida, a fim de assegurar a continuidade da espécie.
A mulher não era apenas reprodutora, embora esse papel fosse importante e necessário para a própria sobrevivência da comunidade. Assegurar o crescimento do grupo era uma necessidade objetiva da comunidade primitiva.
O papel da mulher foi importante em relação a transmitir hábitos culturais, através da experiência coletiva acumulada pelo grupo. Num certo sentido, pode-se dizer que na Revolução Neolítica, inicialmente, na comunidade primitiva, a mulher ocupava uma posição de igualdade e, às vezes, de superioridade em relação ao homem.
Mais tarde, com o aparecimento da propriedade privada, o direito da mulher foi sendo extinto e a linha de descendência passou a se fazer pelo pai, a fim de se garantir o direito dos filhos à herança. Começou-se, então, a exigir da mulher a virgindade, antes do casamento, e a fidelidade conjugal. Nesse momento, daremos um salto histórico no texto.
Durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres que viviam nos países envolvidos no conflito, sofreram as consequências da guerra. Os homens foram convocados, em grande quantidade, para os campos de batalha e, as mulheres nesse momento, precisavam trabalhar para prover condições de sobrevivência para suas proles.
No campo, ficaram responsáveis pela produção agrícola e pela criação de animais. As que viviam nas cidades, foram trabalhar nas indústrias, entre elas a bélica.
A sociedade industrializada necessitava de mão-de-obra para os diferentes campos de trabalho, e a mulher ocupou esse espaço
A partir daí, as conquistas foram se consolidando e houve mudanças expressivas no comportamento feminino. As mulheres alcançaram a liberdade de poder saírem sozinhas, dirigir automóveis, passaram a usar roupas mais confortáveis e aderiram ao uso de cosméticos.
A sociedade contemporânea confere às mulheres um novo papel. As últimas décadas foram marcadas por profundas transformações que impactaram nas vidas das mulheres, permitindo uma progressiva e forte inserção no mercado de trabalho, embora os salários ainda são desiguais.
A luta pelos direitos da mulher é permanente nos aspectos: econômicos; político; social; e cultural.
A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo, em 1893, a conceder direitos de voto para as mulheres.
No Brasil, em 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto.
O Brasil é um exemplo clássico de evolução da luta das mulheres, ao longo do tempo. Numa análise geral, esse processo vem adquirindo uma força simbólica expressiva, principalmente após as últimas eleições presidenciais, embora saibamos que distorções de ordem socioeconômicas ainda permaneçam na base da maioria dos problemas que atingem as mulheres brasileiras.
Como aconteceu na era primitiva, a mulher contemporânea tem trabalhado, se empenhado para buscar o seu lugar e os seus direitos dentro da sociedade.
Hoje, o perfil das mulheres é diferente daquele do começo do século. Além de trabalhar e ocupar cargos de responsabilidade assim como os homens, ela aglutina as tarefas tradicionais: ser mãe, esposa e dona de casa. Trabalhar fora de casa é uma conquista relativamente recente das mulheres. Ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho para todas. Essa nova mulher vem tentando equilibrar a vida familiar social e profissionais.
Como aconteceu na era primitiva, a mulher contemporânea tem trabalhado, se empenhado para buscar o seu lugar e os seus direitos dentro da sociedade.
Hoje, o perfil das mulheres é diferente daquele do começo do século. Além de trabalhar e ocupar cargos de responsabilidade assim como os homens, ela aglutina também as tarefas tradicionais: ser mãe, esposa e dona de casa.
Trabalhar fora de casa é uma conquista relativamente recente das mulheres. Ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho para todas, mesmo entendendo que a luta continua para ser conseguir o seu espaço.
Parabéns a todas as mulheres, guerreiras, batalhadoras e que a cada dia avançam em suas conquistas.

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