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Valdenice Guimarães

Sobre o autor

Valdenice Barboza Guimarães; Historiadora Psicóloga Clínica Comportamental. Membro fundadora do Instituto de Análise do Comportamento – IAC. Pós-graduada em Teorias e Técnicas Comportamentais: Educação, Pesquisa e Terapia.
Postada em 02/01/2019 05:31 | Atualizada em 02/01/2019 05:32
Rituais e Celebrações

A história relata que momentos ritualísticos e celebrativos, ocorrem desde os primórdios da humanidade.

Os povos primitivos realizavam rituais e celebrações, especialmente, em relação à natureza e seus ciclos, como nos períodos dos solstícios e equinócios.

Solstício, vem do latim e significa “parado”. É o período em que a Terra recebe maior quantidade de luz sobre um hemisfério.

O equinócio, significa “noites iguais”. Nesse período, os raios solares atingem com grandes intensidades a zona intertropical, o que favorece uma uniformidade de luz e calor nos dois hemisférios.

Essas variáveis ambientais afetavam diretamente na plantação e colheita dos alimentos, em uma época em que as ferramentas eram escassas e o meio ambiente hostil. Os povos antigos, acreditavam que a natureza era a manifestação das forças divinas e que tudo que existia era manifestação do sagrado.

Neste sentido, os rituais e as celebrações serviam de marcadores de passagem de uma fase da vida para outra; mudanças das estações do ano; além de agradecer aos deuses a plantação e a colheita.

Culturalmente, rituais e celebrações foram sendo selecionados e mantidos por terem valor de sobrevivência.

As religiões utilizam rituais e celebrações, para unificar e manter as pessoas dentro de uma crença específica. É importante para os seres humanos se sentirem pertencentes à um grupo social.

É importante também registrar rituais de acasalamento, que favorecem a sobrevivência da espécie e do indivíduo.

Acasalamento, é um conjunto de comportamentos que tem como finalidade a reprodução. Não são apenas os seres humanos que recorrem à várias estratégias de sedução e conquista para acasalar. Com o intuito de se reproduzir, a maioria dos animais faz rituais para atrair o parceiro, como: sons, danças, cantos e movimentos de exibicionismo.

A celebração do Ano Novo, com a data de 1º de janeiro, teve sua origem em 46 a.C., quando o governador romano Júlio César criou um decreto que a definiu.

As pessoas, atualmente, têm a expectativa de renovação dos votos de esperança, alegrias, amor e fraternidade. Nessa época, é costume refletir sobre o ano que está findando, o que foi bom e o que precisa melhorar.

Durante as festividades do Ano Novo as pessoas ficam mais felizes, solidárias, amáveis, e se abraçam mais.

O abraço promove uma mudança química no cérebro. Ocorre a produção do hormônio oxitocina, que é responsável pelo bem estar, amor, fortalecimento das relações afetivas, além de desempenhar um importante papel no processo reprodutivo. Esse hormônio, oxitocina, é produzido pelo hipotálamo e é secretado pela hipófise.

Estudos mostram que a oxitocina favorece a manutenção das relações sociais e amorosas. Por isso, ela é conhecida como o hormônio do amor e da felicidade.

Observamos o efeito da oxitocina nas celebrações de casamento, nascimento, conquista de algo que foi muito desejado, e nas comemorações do Ano Novo.

Compreendemos que ninguém se constrói sozinho. O ser humano, se constrói na relação com o outro, e a celebração favorece essa construção de modo efetivo, conquistando e sendo produtivo.

Portanto, vamos celebrar, produzir oxitocina e ser feliz.

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