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Postada em 09/02/2026 23:41 | Atualizada em 10/02/2026 00:25 | Por Todo Segundo

Leandro Campos admite frustração: “coloquei meu cargo à disposição”

Após rebaixamento do CSE, técnico assume responsabilidades e permanece no clube
Leandro Campos desabafa: “É constrangedor, cheguei a colocar meu cargo à disposição” - Foto: Reprodução

O clima de abatimento marcou o pós-jogo do CSE após a derrota por 3 a 1 para o Murici, resultado que confirmou o rebaixamento do Tricolor para a Segunda Divisão do Campeonato Alagoano. O técnico Leandro Campos não fugiu da responsabilidade e fez um desabafo forte sobre o momento vivido pelo clube de Palmeira dos Índios.

Campos destacou a importância da sobriedade, da análise coletiva e da divisão de responsabilidades entre diretoria, comissão técnica e jogadores. “Quando existe um rebaixamento, isso não depende exclusivamente de uma cabeça. São várias cabeças. Precisamos dividir responsabilidades entre a diretoria, os jogadores e a comissão técnica. Eu tenho minha parcela de culpa e assumo”, disse o treinador.

Visivelmente incomodado com a queda — a quinta na história do CSE —, o treinador admitiu que chegou a oferecer sua saída logo após o apito final da partida contra o Murici. “É constrangedor. Eu cheguei a colocar meu cargo à disposição porque entendo a gravidade do momento. Um rebaixamento pesa para todo mundo e eu tenho meu nome a zelar”, afirmou.

Segundo o técnico, porém, o presidente do clube, José Barbosa, pediu sua permanência para conduzir a reconstrução do time. “Após uma conversa com o presidente Barbosa, ele me informou que seria importante eu permanecer no clube para corrigir os erros e fazer um planejamento para a sequência da Copa Alagoas e da Série D do Campeonato Brasileiro. Aceitei esse desafio porque acredito no trabalho e porque também tenho minha parcela de culpa no que aconteceu”, completou.

Queda e erros acumulados

O CSE terminou o Alagoano 2026 na lanterna, com apenas 4 pontos, sem vencer nenhuma partida como mandante no Juca Sampaio. A campanha irregular, somada a falhas de planejamento e desempenho abaixo do esperado, culminou no rebaixamento em Murici.

Mesmo com investimento mensal de R$ 150 mil da Prefeitura de Palmeira dos Índios e com atletas de nomes conhecidos — alguns com passagem pelo CSA —, o Tricolor não conseguiu transformar estrutura e experiência em resultados dentro de campo.

Olhar para frente

Apesar do cenário duro, Leandro Campos destacou que o trabalho não para. O foco imediato passa pela Copa Alagoas, onde o CSE lidera o Grupo B, e pela preparação para a Série D do Campeonato Brasileiro.

O técnico também reforçou a necessidade de ajustes no elenco: “Amamos os jogadores, todos são profissionais e pais de família, mas algumas modificações são necessárias. A Série D exigirá incremento e ajustes para termos uma equipe mais forte e competitiva,” finalizou o treinador.

Agora, o desafio do Tricolor será reconstruir o projeto esportivo para voltar à elite estadual em 2028 — missão que começa já nas próximas semanas com o calendário ainda em andamento.

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