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Polícia
Postada em 05/02/2026 15:35 | Por Todo Segundo

PF desarticula esquema de fraudes em financiamentos de veículos em Maceió

Investigação aponta uso indevido de dados de terceiros e participação de correspondente bancário
Polícia Federal desarticulou um esquema de fraudes em financiamentos de veículos em Maceió - Foto: Assessoria

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), em Maceió, a Operação Alienação Simulada, que investiga um esquema organizado de fraudes na obtenção de financiamentos de veículos com uso indevido de dados pessoais de terceiros. A ação foi autorizada pela 13ª Vara da Justiça Federal em Alagoas e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais na capital alagoana, onde foram recolhidos documentos, celulares e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das apurações.

A investigação teve início após uma instituição financeira identificar irregularidades em contratos de financiamento e comunicar o caso às autoridades. A partir dessa denúncia, a Polícia Federal constatou a existência de um grupo criminoso especializado no chamado “golpe do finan”, prática em que veículos são adquiridos sem entrada e em nome de pessoas que desconhecem totalmente a operação. Segundo os investigadores, após a aprovação fraudulenta dos créditos, os carros eram retirados em revendedoras e rapidamente revendidos no mercado ilegal por valores abaixo da tabela, enquanto as parcelas dos financiamentos deixavam de ser pagas, gerando prejuízos expressivos ao banco e dificultando a recuperação dos veículos.

As apurações também indicam a participação direta de um funcionário da própria instituição financeira, que atuava como correspondente bancário. Ele teria utilizado seu acesso privilegiado aos sistemas internos para facilitar a aprovação de financiamentos em nome das vítimas, sem que elas soubessem. Outros integrantes do grupo ficavam responsáveis por falsificar documentos pessoais, criar contas de e-mail em nome dos terceiros utilizados no golpe e realizar assinaturas eletrônicas dos contratos por meio de telefones pessoais. Após a liberação do crédito, os veículos eram repassados a receptadores, que os revendiam no mercado paralelo.

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, associação criminosa, estelionato e receptação. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 15 anos de prisão. As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.

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