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Polícia
Postada em 15/10/2026 15:57 | Atualizada em 15/10/2026 16:05 | Por Todo Segundo

Polícia revela imagens de clínica clandestina de aborto em Arapiraca

Cinco vítimas foram identificadas; uma gestante morreu durante o procedimento e outra perdeu a visão após uma infecção generalizada
Polícia Civil revelou as imagens de uma clínica clandestina de aborto em Arapiraca - Foto: Reprodução / PC-AL

A Polícia Civil de Alagoas divulgou, na manhã desta quinta-feira (15), imagens do imóvel em Arapiraca onde uma idosa realizava procedimentos clandestinos de aborto havia pelo menos dez anos. As fotografias revelam uma estrutura precária, com apenas duas camas de solteiro, utilizada para a realização dos procedimentos.

De acordo com as investigações, os valores cobrados variavam entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. Ao todo, cinco vítimas foram identificadas, incluindo uma gestante que morreu durante o procedimento e outra que perdeu a visão após desenvolver uma infecção generalizada.

Além da idosa, um empresário também foi indiciado no caso. Segundo a Polícia Civil, ele teria participado de um dos episódios ao pressionar uma vítima a realizar o aborto, fornecer medicamentos e pagar pelo procedimento.

A investigação aponta que a idosa realizava os procedimentos na própria residência, sem a estrutura adequada para intervenções dessa natureza. A situação veio à tona após o avanço das apurações sobre os casos envolvendo as vítimas.

Em março deste ano, o imóvel foi alvo de mandado de busca e apreensão. Na ocasião, os policiais recolheram materiais cirúrgicos e anestésicos que, segundo a investigação, podem ajudar a esclarecer como os procedimentos eram realizados.

A Polícia Civil informou que a idosa foi indiciada pelos crimes de aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal gravíssima.

O empresário, por sua vez, foi indiciado por coautoria em um dos casos, diante dos indícios de que teria pressionado uma vítima, fornecido medicamentos e custeado o procedimento.

Com a conclusão das investigações policiais, o caso segue para análise da Justiça e manifestação do Ministério Público, a quem caberá avaliar as medidas a serem adotadas.

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