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Alagoas
Postada em 20/02/2026 12:04 | Atualizada em 20/02/2026 12:07 | Por Todo Segundo

Desemprego sobe em Alagoas e estado fica entre os piores do país

Taxa de 8% no 4º trimestre supera média nacional e amplia pressão sobre o governo estadual
Desemprego sobe em Alagoas e estado fica entre os piores do país; segundo o IBGE - Foto: Reprodução

Os números mais recentes do mercado de trabalho reforçam um cenário preocupante para Alagoas e ampliam a pressão sobre a gestão estadual. Dados divulgados nesta sexta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, mostram que a taxa de desocupação no 4º trimestre de 2025 ficou em 8,0% no estado.

O índice representa alta de 0,3 ponto percentual em relação ao 3º trimestre do ano passado e mantém Alagoas entre os estados com maiores taxas de desemprego do país. Em números absolutos, são cerca de 106 mil pessoas em busca de trabalho.

No cenário nacional, a taxa foi de 5,1%, bem abaixo do percentual registrado em Alagoas. Mesmo dentro do Nordeste — região que lidera o ranking nacional — a média foi de 7,1%, inferior ao índice alagoano. O estado aparece empatado com Bahia e Piauí (8,0%) e atrás apenas de Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%) entre as maiores taxas.

Pressão sobre o governo estadual

O resultado representa um impacto negativo para o estado comandado pelo governador Paulo Dantas, especialmente porque houve avanço do desemprego na comparação com o trimestre anterior, enquanto o país registrou queda no mesmo período.

Além do desemprego elevado, outro indicador agrava o cenário: a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu 25,1% no 4º trimestre de 2025. O percentual coloca Alagoas como a segunda unidade da federação com maior subutilização do país, atrás apenas do Piauí (27,8%). O dado revela que, além dos desempregados, há uma parcela significativa da população que trabalha menos horas do que gostaria ou sequer conseguiu ingressar plenamente no mercado.

Informalidade ainda predomina

A informalidade continua sendo marca forte da economia alagoana. Segundo o levantamento, 545 mil pessoas trabalham de forma informal, enquanto 359 mil têm carteira assinada no setor privado.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.557, sem crescimento significativo na comparação trimestral ou anual — outro fator que limita o poder de compra e o dinamismo econômico local.

O nível geral de ocupação no estado foi de 47,9%, mantendo-se estável.

Desafio estrutural

A PNAD Contínua, principal pesquisa sobre mercado de trabalho do país, mostra que, apesar de pequenas oscilações, Alagoas segue enfrentando um problema estrutural: desemprego acima da média regional e nacional, alta informalidade e forte subutilização da mão de obra.

O desempenho coloca o mercado de trabalho como um dos principais desafios para a gestão estadual em 2026, especialmente diante da cobrança por políticas capazes de gerar emprego formal e reduzir a dependência da informalidade.

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