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Justiça
Postada em 27/04/2026 15:21 | Atualizada em 27/04/2026 16:26 | Por Todo Segundo com Ascom MPE/AL

Vereador e mais 15 viram réus por esquema de “rachadinha” em Maceió

Ministério Público aponta desvio de mais de R$ 2,8 milhões e organização criminosa
Vereador e mais 15 investigados respondem por esquema milionário em Maceió - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) denunciou à Justiça 16 pessoas investigadas por participação em um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos em Maceió. A acusação aponta a atuação de uma organização estruturada que teria utilizado práticas como “rachadinha”, lavagem de dinheiro e fraudes eleitorais ao longo de vários anos.

A denúncia foi apresentada pela 54ª Promotoria Eleitoral da Capital e já foi aceita pela Justiça Eleitoral, tornando os investigados réus no processo. De acordo com o MP, o grupo operava de forma contínua e organizada, com divisão de funções e uso de cargos comissionados para alimentar o esquema.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal, indicam que o grupo teria movimentado mais de R$ 2,8 milhões entre 2018 e 2025. Segundo os autos, os valores eram repassados por meio de saques fracionados, transferências direcionadas e contas utilizadas apenas para circulação de dinheiro, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

Ainda conforme a acusação, parte do dinheiro teria sido usada para custear despesas pessoais e eleitorais não declaradas, incluindo pagamentos de aluguel, veículos e outros gastos privados. Durante a apuração, foram apreendidos documentos, planilhas, mídias digitais e quantias em espécie que reforçam as suspeitas.

O Ministério Público sustenta que há um conjunto robusto de provas, reunindo quebras de sigilo bancário, análises financeiras, dados extraídos de celulares e registros funcionais, além de material coletado em operações de busca e apreensão.

Caso haja condenação, as penas podem variar significativamente entre os acusados, dependendo do grau de envolvimento de cada um. Segundo o MP, a soma das penas máximas pode ultrapassar 7 mil anos de prisão, considerando todas as imputações e circunstâncias legais.

O órgão reforça que a denúncia foi baseada em elementos consistentes reunidos durante a investigação, cabendo agora ao Judiciário conduzir o processo, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

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