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Polícia
Postada em 05/02/2026 17:37 | Atualizada em 05/02/2026 17:46 | Por Todo Segundo

Advogado faz apelo público após mais de 30 dias sem poder enterrar o filho

Família vive angústia em Palmeira dos Índios; corpo de jovem segue no IML de Arapiraca
Corpo de Paul Cristian de Oliveira Lessa, 32 anos, foi encontrado em estado de decomposição - Foto: Reprodução

O advogado Carlos Lessa vive há mais de 30 dias uma angústia sem fim: ainda não pôde enterrar o filho, Paul Cristian de Oliveira Lessa, de 32 anos, encontrado em estado de decomposição no último dia 31 de dezembro, nas proximidades da Feira do Troca, no centro de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas.

Na tarde desta quinta-feira (5), Carlos Lessa compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios para pedir ajuda das autoridades para que o corpo do filho seja liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde permanece retido há mais de um mês.

“A mãe dele está morrendo a cada dia, porque não podemos dar um enterro digno ao nosso filho. É triste, gente, é uma angústia terrível”, desabafou Lessa durante a sessão, afirmando que Paul era usuário de drogas.

O corpo de Paul havia desaparecido desde 13 de dezembro, e as buscas foram acompanhadas pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas. No mesmo local onde Paul foi encontrado, um segundo corpo, de uma mulher, foi localizado e liberado para sepultamento no dia seguinte.

Segundo o advogado, apesar de estarem com ele documentos, identidade, CPF, roupa e até o tênis do filho, o estado avançado de decomposição impediu a confirmação científica da identidade pelo legista.

“O médico, doutor Márcio Henrique, disse que não podia atestar que era meu filho. Só com exame de DNA. Fizemos todos os procedimentos, mas até hoje não conseguimos o resultado”, explicou o advogado.

A família enfrentou ainda dificuldades com a Justiça para que o exame de DNA fosse realizado com urgência. Apesar de o material genético já ter sido coletado e enviado ao Instituto de Criminalística, o resultado ainda não foi obtido.

Carlos Lessa relatou ainda o choque ao perceber a situação do local onde os corpos foram encontrados. Segundo ele, a área central da cidade havia sido usada para depósito de cadáveres por longos períodos, fato que considera “absurdo e inesperado”.

“Passou, jogou ali mais de 15 dias, foi feito pedido de perícia, mas só depois de 20 dias conseguimos a investigação completa. É uma situação que precisa ser resolvida com urgência”, reforçou.

O advogado concluiu seu apelo pedindo intervenção das autoridades e sensibilização da sociedade para que o corpo do filho seja finalmente liberado e a família possa realizar o enterro.

As circunstâncias das mortes ainda são investigadas.

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