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Polícia
Postada em 12/08/2026 16:41 | Por Todo Segundo

Quatro são presos após golpe de R$ 200 mil contra servidora de Alagoas

Operação prendeu quatro suspeitos de integrar grupo que teria movimentado mais de R$ 5 milhões
Operação prende quatro suspeitos de golpe que deixou prejuízo de R$ 200 mil em Alagoas - Foto: Polícia Civil / PCES

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (12), no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, durante a Operação Falsa Gerente, que investiga uma organização criminosa especializada em golpes bancários e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo aplicou um golpe que provocou um prejuízo de R$ 200 mil a uma servidora pública de Alagoas.

A investigação aponta que os suspeitos adotavam uma estratégia para enganar as vítimas: eles se passavam por funcionários de instituições financeiras e criavam uma falsa situação de emergência para conseguir acesso aos dispositivos eletrônicos.

No caso envolvendo a vítima alagoana, uma mulher teria ligado para a servidora se apresentando como gerente bancária. Durante a conversa, informou que havia uma suposta movimentação suspeita na conta.

Pouco depois, outra integrante do grupo teria entrado em contato dizendo trabalhar no setor de Tecnologia da Informação do banco. Com a justificativa de que seria necessário solucionar o problema, os criminosos conseguiram acesso remoto ao celular ou computador da vítima.

A partir daí, foram realizadas transferências que totalizaram R$ 200 mil. O dinheiro teria sido enviado para uma empresa utilizada pelo grupo.

Empresa movimentou mais de R$ 5 milhões

O trabalho de investigação financeira revelou que uma empresa ligada ao esquema movimentou mais de R$ 5 milhões.

Segundo os investigadores, a estrutura era utilizada para receber valores provenientes de golpes aplicados em diferentes estados e dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

A polícia também identificou três pessoas que disponibilizavam contas bancárias para receber e movimentar os valores obtidos nas fraudes. Esses integrantes são conhecidos como “conteiros”.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 5 milhões relacionados às atividades investigadas.

No Espírito Santo, dois homens foram presos. Roberto Vasconcelos da Cunha, de 50 anos, foi localizado em um hospital de Itaoca, em Itapemirim, onde trabalhava. Funcionário da Prefeitura de Itapemirim, ele foi autuado por furto qualificado.

Em nota, a prefeitura informou que não tinha conhecimento da prisão e que não havia sido comunicada oficialmente sobre o caso.

O outro preso foi identificado como Michael Enderson de Freitas, de 42 anos. Ele foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam um cartão bancário e um celular. O homem também foi autuado por tráfico de drogas e posse de arma.

A investigação mostra que o esquema funcionava a partir da manipulação das vítimas. Os criminosos utilizavam falsas identidades e informações sobre supostos problemas bancários para convencê-las a permitir o acesso aos aparelhos.

Com o dispositivo controlado remotamente, os integrantes do grupo conseguiam realizar operações financeiras em nome das vítimas.

Os quatro presos poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que possam ser identificados durante o avanço das investigações.

O caso envolvendo a servidora de Alagoas chama atenção para um tipo de golpe em que uma simples ligação pode ser o primeiro passo para que criminosos assumam o controle do celular e tenham acesso às contas bancárias.

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