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Política
Postada em 12/01/2026 00:21 | Atualizada em 12/01/2026 00:24 | Por Todo Segundo

Aldo Rebelo oficializa pré-candidatura e reacende disputa presidencial

Ex-ministro natural de Alagoas lança pré-candidatura à Presidência pelo Democracia Cristã
Alagoano Aldo Rebelo oficializa pré-candidatura e reacende disputa presidencial - Foto: Reprodução

O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo, natural de Alagoas, anunciou oficialmente o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido DC (Democracia Cristã). O ato público está marcado para o dia 31 de janeiro, um sábado, em São Paulo, e foi divulgado por meio de uma publicação em seu perfil no Instagram.

Atualmente aliado do campo bolsonarista, Rebelo afirmou em vídeo que sua trajetória política sempre foi guiada pelo “interesse do Brasil”. Segundo ele, o apoio à esquerda ocorreu quando o campo progressista defendia uma agenda “nacionalista, democrática e voltada para a redução das desigualdades”.

“Eu sempre fui uma pessoa plural. Apoiei a esquerda quando ela defendia o Brasil, a democracia e o desenvolvimento nacional”, afirmou.

A declaração reforça o posicionamento adotado nos últimos anos por Rebelo, que passou a se aproximar de setores conservadores e críticos ao PT, partido que integrou os governos nos quais exerceu cargos estratégicos.

Nascido em 1956, em Alagoas, Aldo Rebelo construiu sua carreira política principalmente em São Paulo, onde se candidatou a deputado federal ainda durante a ditadura militar. Na época, integrava o PCdoB, que atuava na clandestinidade, o que o levou a disputar a eleição por outra legenda.

Mesmo sem ser eleito, consolidou sua militância na esquerda e teve papel ativo no movimento das Diretas Já, que lutou pelo fim do regime militar e pela volta das eleições diretas para presidente.

Eleito vereador em São Paulo em 1989, Rebelo iniciou uma longa trajetória no Congresso Nacional, onde cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Em 2005, chegou à presidência da Câmara dos Deputados, tornando-se conhecido como o “primeiro comunista a comandar a Casa”.

Ao longo dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo ocupou postos de grande relevância. Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, além de comandar os ministérios do Esporte, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa.

Sua presença em áreas estratégicas o colocou no centro das decisões políticas e administrativas do país durante um dos períodos mais marcantes da história recente do Brasil.

Em 2017, após 30 anos no PCdoB, Rebelo deixou o partido e se filiou ao PSB. No ano seguinte, migrou para o Solidariedade, onde chegou a ser cotado como pré-candidato à Presidência da República.

Já em 2024, assumiu a Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo, pelo MDB, após a saída de Marta Suplicy, que deixou o cargo para disputar a vice-prefeitura na chapa de Guilherme Boulos (PSOL). O posto foi ocupado por Rebelo a convite do prefeito Ricardo Nunes.

A entrada de Aldo Rebelo na disputa presidencial volta a colocar Alagoas em evidência no cenário político nacional. Mesmo tendo construído sua carreira fora do estado, sua origem alagoana segue sendo parte central de sua identidade política.

Com discurso nacionalista, crítico à polarização e agora alinhado a setores da direita, Rebelo busca se apresentar como uma alternativa fora dos blocos tradicionais que dominam a política brasileira.

O ato do dia 31 de janeiro, em São Paulo, marcará oficialmente sua entrada na corrida pelo Palácio do Planalto e deve reunir apoiadores de diferentes correntes políticas, consolidando sua proposta de uma candidatura “plural” e voltada, segundo ele, aos interesses do Brasil.

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