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André Avlis

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Radialista, Cronista e Comentarista Esportivo!
Postada em 07/08/2026 17:30 | Atualizada em 07/08/2026 17:32

ANÁLISE: Como joga o Goiatuba, adversário do ASA no duelo do acesso

Equipe goiana tem números semelhantes ao do alvinegro na competição; confira a base titular
Elenco do Goiatuba na Série D 2026 - Foto: ASCOM/Goiatuba EC

 O adversário na fase do acesso.

A equipe do Goiatuba tem números iguais ao do ASA nos quesitos vitória, empate e derrota. Em 16 jogos, o Azulão venceu nove, empatou cinco e perdeu duas.

Mas em questões táticas, como joga o time do técnico Glauber Ramos?

A base do time titular que vem sendo utilizada nos últimos jogos tem: Omar; Renan SIlva, Euller VIana, Renato Vischi e Frank; Matheus Obina, De Pauli e Tsumita; Júlio Vitor, Vini Hora e Thalles (Bruno Nunes).

O esquema base do time é o 4-3-3 (sempre com dois pontas de 'pé invertido'). Dentro desta formatação o treinador utiliza duas variações diferentes: com um centroavante de referência e/ou com um "falso 9". 

Quando utiliza um atacante de referência (Bruno Nunes), o técnico monta o meio-campo com dois volantes (De Pauli e Tsumita) e um meia armador (Thalles). 

Se por ventura a escolha for a utilização do "falso 9", o setor de meio é composto por três volantes, com o camisa 10, Thalles, fazendo a função.

A organização defensiva também varia de acordo com sistema adotado. Com o homem de referência no ataque, o time defende com duas linhas de quatro (4-4-2) em bloco médio e faz uma linha de cinco (5-4-1) quando defende mais próximo da sua área.

Caso utilize o "falso 9", a equipe se organiza para defender no 4-1-4-1, variando para o 4-5-1, a depender do espaço que esteja no seu campo defensivo.

Na organização ofensiva, o Goiatuba utiliza a saída de três com o lateral-esquerdo Frank se juntando aos zagueiros para as iniciações das jogadas. A ideia é sempre montar um 3-2-5 ou um 3-3-4 para igualar ou fazer superioridade númerica na linha defensiva do adversário.

Um dos pilares do momento com a bola da equipe é o volante De Pauli. É ele que faz o jogo apoiado, aproximando do portador da bola e dando linha de passe a todo momento para que a jogada progrida.

Os pontas de pé invertido (Vini Hora e Júlio Vitor) são importantes para gerar amplitude e fazer o jogo de fora para dentro, na diagonal, para liberar os corredores para os laterais. Além disso, dentro da opção com falso 9, o meia Thalles é o cara que faz o jogo entrelinhas, de flutuação, jogando nas costas dos volantes e no meio-espaço (corredores centrais).

A equipe goiana tem uma característica de jogo mais técnica, de aproximação. Progride tentando gerar superioridade na zona da bola com velocidade nas transições ofensivas. No entanto, dentro deste modelo de jogo, consegue equilibrar as ações entre ser um time propositivo com a posse, e reativo buscando os contra-ataques com bolas mais diretas.

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