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André Avlis

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Radialista, Cronista e Comentarista Esportivo!
Postada em 18/08/2026 17:41 | Atualizada em 18/08/2026 17:43

CRÔNICA: Enfim, o acesso e o fim do calvário do ASA na Série D

Alvinegro volta ao Brasileirão Série C após nove anos
Rafael Mariano, goleiro do ASA - Foto: Lucas Auditore

 Talvez este seja um texto que se misture com particularidades pessoais.

Meu primeiro jogo como comentarista foi em 2017. ASA e Confiança ficaram no 1 a 1, na Arena Batistão, naquele 10 de julho. A campanha do clube alvinegro naquela edição foi desastrosa e o rebaixamento foi iminente.

A partir dali, o ASA entraria num limbo de tormento.

O Brasileiro da Série D se apresentara pela primeira vez para o clube alagoano. Um encontro que, com certeza, ninguém queria. Mas aconteceu. Com ele uma sequência de anos ruins, temporadas terríveis, até momentos de ostracismo quando ao menos calendário nacional o clube possuía.

Para o torcedor, restava acreditar. Até porque, como dizem: "o ASA é para quem acredita".

Mas mesmo acreditando, dúvidas e frustrações apareceram num caminho que já não estava fácil. Como se não houvesse saída do inferno que o clube se encontrava. Uma porta fechada do purgatório que a Série D havia imposto.

Foram duas decepções que fizeram muita gente desacreditar. Uma delas, certamente a mais dolorosa. O fatídico 2025 quando eu conheci, da arquibancada (pois não trabalhei naquele dia), um silêncio sepulcral que jamais tinha visto no Estádio Coaracy da Mata Fonseca.

Então, chegou 2026. Um novo ano para buscar a colheita de quem vinha plantando organização, profissionalismo e unidade no planejamento. Era a caça pelo merecimento fora e dentro de campo, onde o alvo principal era apens um.

Por méritos, a chance de sair da grande atribulação chamada Série D apareceria outra vez.

Novamente em casa, diante de mais de 11 mil pessoas que resolveram mais uma vez confiar. Não sei se por coincidência ou destino, em mais um 16 de agosto. Mesma data de quando outro guerreiros venceram a "Batalha do Acre" em 2009. Um dia memorável que está fincado na cabeça de qualquer torcedor alvinegro.

Então, através de muita emoção e um requinte de loucura de alguém que cavou seu nome e de seus companheiros para a eternidade, o grande momento chegou.

O fim do calvário, do martírio, da dúvidas, de todo o sofrimento. Aquele choro que um ano antes foi de tristeza, tornou-se lágrimas de felicidade. O silêncio ensurdecedor do estádio deu lugar ao êxtase de quem expurgou tudo o que tinha de ruim de dentro do peito.

As linhas antes tortas, tomaram um rumo. Um caminho certo. O retorno de quem merecia.

O fim do calvário do ASA na Série D.

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