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Coisa da Política

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Postada em 29/03/2026 22:48 | Atualizada em 29/03/2026 22:50

Renan–JHC: a determinava para o Senado

JHC no PSDB reacende a dobradinha Renan–Teotônio, que por décadas moldou o Senado no estado
Renan–JHC: a determinava pelo segundo voto para o Senado - Foto: Reprodução

A movimentação do prefeito de Maceió, JHC, no cenário político alagoano pode redesenhar o tabuleiro eleitoral para 2026. A ida de JHC para o PSDB de Teotônio Vilela reacende a discussão sobre a tradicional dobradinha entre os clãs Calheiros e Vilela, um acordo histórico que determinava o segundo voto para o Senado.

A ausência de JHC no lançamento da pré-candidatura de Arthur Lira ao Senado evidencia o repique da oposição, agora fragmentada, e deixa o campo livre para Renan Filho percorrer sem grandes obstáculos o rumo ao Palácio. Especialistas políticos apontam que a não participação do prefeito no evento de Lira reforça a possibilidade de ele abrir espaço para consolidar a dobradinha que, por anos, uniu Renan Calheiros e Teotônio Vilela em Alagoas.

A possível aliança entre JHC e os Calheiros, teria impactos diretos na pré-campanha de Lira, tido até então como candidato com caminho relativamente tranquilo a uma das duas vagas ao Senado. A aproximação de JHC com os Calheiros, poderia redefinir alianças estratégicas, aproximando o eleitorado da capital do projeto tradicional do grupo político histórico do estado, Renan e Teo.

Não é de hoje que o relacionamento entre as lideranças políticas se mostra determinante. Enquanto Renan Calheiros mantém elogios constantes ao prefeito de Maceió, JHC tem reiteradamente demonstrado alinhamento com o presidente Lula, aliado dos Calheiros. Essa postura teria afastado o prefeito de bolsonaristas locais, resultando sua saída imediata do PL.

Se a dobradinha Renan–JHC se concretizar, o cenário eleitoral de Alagoas em 2026 pode reverenciar a política de alianças clássicas, abrindo caminho para que Renan Filho siga rumo o governo praticamente sem adversários, enquanto o prefeito de Maceió, fortalecido e com sua maior influência concentrada na capital, assegura o valioso segundo voto. Para Lira, que buscava uma candidatura “fácil”, o desafio se transforma em uma batalha estratégica para enfrentar a rede histórica de poder que moldou a política alagoana por décadas.

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