Dólar hoje 5,292
25° C em Arapiraca, AL Parcialmente nublado
CSE
Postada em 08/02/2026 13:15 | Atualizada em 08/02/2026 13:20 | Por Todo Segundo

Nomes do CSA e erros fora de campo rebaixam o CSE pela 5ª vez no Estadual

Apesar de R$ 150 mil mensais da Prefeitura, time terminou com 4 pontos e sem vencer em casa
Ex-jogadores do CSA e falhas administrativas levam CSE à quinta queda histórica - Foto: Todo Segundo / Arquivo

O CSE terminou o Campeonato Alagoano 2026 na lanterna e rebaixado pela quinta vez em sua história para a Segunda Divisão estadual. A queda evidencia que mais nomes conhecidos não garantem resultados, e que a falta de planejamento e desempenho dentro de campo foi determinante para o rebaixamento.

Semelhante ao que ocorreu em 2025 — quando o clube não venceu nenhuma partida e só escapou do rebaixamento pela desistência do Igaci —, o Tricolor desta vez falhou de forma clara dentro e fora de campo, sofrendo a queda de maneira justa.

O CSE já havia sido rebaixado em 1996, 1999, 2007 e 2018, e agora repete a amarga experiência em 2026, deixando a torcida e a diretoria diante da dura tarefa de reconstrução.

Investimento e resultados baixos

Apesar de contar com um investimento mensal de R$ 150 mil da Prefeitura de Palmeira dos Índios, superior ao de muitos clubes que permaneceram na elite, o Tricolor não conseguiu transformar o aporte financeiro em desempenho dentro de campo.

A queda evidencia falhas de planejamento, gestão e estratégia: contratações questionáveis, escolha de técnico sem estabilidade e elenco com excesso de atletas com histórico em outros clubes, mas sem condição física ou motivacional para carregar o time. A torcida, que esperava pelo menos uma temporada competitiva, ficou frustrada com um time que parecia pronto no papel, mas era frágil em campo.

Elenco com passado no CSA

O grupo que defendeu o CSE contou com quatro atletas que já passaram pelo CSA: os goleiros Jeferson e Pedro Vitor (base) e os atacantes Michel Douglas e Héctor Bustamante. A expectativa era que a experiência desses jogadores ajudasse o Tricolor a competir na elite estadual. Na prática, a idade avançada de alguns e o rendimento irregular comprometeram a performance do time, que terminou com apenas 4 pontos.

Além disso, a comissão técnica e a gestão também tinham vínculos com o CSA. O técnico Adriano Rodrigues, demitido ainda na terceira rodada, e o diretor de futebol Anderson Xavier carregavam currículo do clube da capital, mas não conseguiram transformar experiência em resultados. A rápida troca de comando e falhas na preparação do elenco agravaram a crise tricolor.

Contratações que não funcionaram

O CSE apostou em uma mistura de nomes conhecidos e veteranos, mas a estratégia não deu certo. Jogadores experientes não imprimiram regularidade. O resultado foi um CSE vulnerável, sem padrão de jogo e incapaz de reagir em partidas decisivas, culminando na derrota por 3 a 1 para o Murici na última rodada.

O Tricolor não venceu nenhuma partida em casa pelo estadual, e sua única vitória na temporada foi fora de Palmeira, contra o Penedense.
Juntar os cacos e o futuro do CSE

Agora, o foco do Tricolor será a Copa Alagoas e a Série D do Campeonato Brasileiro. O CSE ainda mantém participação na Copa Alagoas, liderando o Grupo B e defendendo o título da competição.

Rebaixado, o CSE terá que recomeçar na Segunda Divisão, repensar estrutura, gestão e elenco. Para voltar à elite, o Tricolor precisará ser campeão da Segunda Divisão de 2027 e só retornará à Primeira Divisão em 2028.

A lição é clara: nomes de peso ou histórico em outros clubes não substituem planejamento, estratégia e compromisso dentro de campo. Para o CSE, o desafio é enorme: reconstruir confiança, buscar competitividade e tentar voltar à elite do futebol alagoano.

Comentários

Utilize o formulário abaixo para comentar.

Ainda restam caracteres a serem digitados.
*Marque Não sou um robô para enviar.
Compartilhe nas redes sociais:

Utilize o formulário abaixo para enviar ao amigo.


Instagram