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Polícia
Postada em 12/05/2026 15:18 | Por Todo Segundo

Operação desmonta rede de tráfico de aves e confirma passagem por Alagoas

Investigação aponta Alagoas como rota em rede de tráfico de fauna silvestre no Nordeste
Operação revela rota interestadual do tráfico de animais e cita passagem por Alagoas - Foto: Assessoria / MPE

Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos de Alagoas (MPAL), Bahia (MPBA) e Pernambuco (MPPE) revelou que Alagoas integra uma rota interestadual do tráfico de animais silvestres no Nordeste, atuando tanto como corredor de passagem quanto como destino final das espécies capturadas ilegalmente.

A investigação, que resultou na deflagração da operação “Ninho de Falcão” nesta terça-feira (12), também levou à apreensão de 373 aves silvestres e à prisão em flagrante de dois suspeitos na Bahia, no momento em que se preparavam para realizar o transporte dos animais.

De acordo com os Ministérios Públicos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Jaboatão dos Guararapes e Medeiros Neto, com o objetivo de reunir provas contra fornecedores e receptadores envolvidos no esquema.

Na ação realizada na Bahia, foram encontradas 373 aves silvestres, entre elas canários-da-terra, papa-capins, cardeais, azulões, trinca-ferros, periquitos e corrupião. As duas prisões em flagrante ocorreram durante a preparação do transporte ilegal das espécies.

A operação foi coordenada pelos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) dos três estados, além do Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MPBA (Ceama), do Núcleo do Meio Ambiente do MPAL, do Núcleo de Gestão da Informação e da Promotoria de Justiça de São Sebastião (AL). Também participaram a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) de Porto Seguro e a 44ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Medeiros Neto.

Segundo as investigações, iniciadas há mais de um ano a partir da prisão de um traficante de aves silvestres em Alagoas, o grupo criminoso funcionava de forma estruturada, com divisão de funções. A captura dos animais ocorria principalmente na Bahia, enquanto o transporte e a receptação eram realizados em Pernambuco, mediante pagamento.

O promotor de Justiça Kléber Valadares, do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL, destacou os impactos ambientais da prática.

“Além da crueldade à qual elas são submetidas, retirar essas aves de seu ambiente natural provoca desequilíbrios ecossistêmicos”, afirmou.

A operação segue os parâmetros do Manual de Combate ao Tráfico de Animais da Fauna Silvestre Brasileira, do Conselho Nacional do Ministério Público, com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema interestadual de tráfico de fauna silvestre.

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