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Alagoas
Postada em 27/08/2026 12:41 | Atualizada em 27/08/2026 12:51 | Por Todo Segundo

Alagoas fica entre os últimos do Nordeste na receita do setor de serviços

Estado responde por 5,4% do faturamento regional e supera apenas Paraíba, Sergipe e Piauí
Alagoas perde espaço no setor de serviços e aparece entre os últimos do Nordeste - Foto: Ascom Sedics

 O setor de serviços não financeiros movimentou R$ 20,7 bilhões em receita bruta em Alagoas durante 2024, mas a participação do estado no cenário regional ainda está entre as menores do Nordeste. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (27), por meio da Pesquisa Anual de Serviços (PAS).

Ao todo, 11.918 empresas prestadoras de serviços não financeiros estavam em atividade no estado no período analisado, empregando 138.206 pessoas. A receita gerada por essas empresas representou 5,4% de toda a receita bruta de serviços do Nordeste.

Apesar do volume bilionário, Alagoas apareceu apenas à frente de Paraíba (5,0%), Sergipe (3,6%) e Piauí (3,5%) no ranking regional. Na liderança ficou a Bahia, responsável por 29% da receita de serviços do Nordeste, seguida por Pernambuco (21,4%), Ceará (18,5%), Maranhão (7,3%) e Rio Grande do Norte (6,3%).

Entre os segmentos pesquisados pelo IBGE, os serviços prestados principalmente às famílias foram os que reuniram o maior número de empresas em Alagoas. Eram 4.062 estabelecimentos em 2024.

Na sequência aparecem os serviços profissionais, administrativos e complementares, com 3.852 empresas. Somados, os dois segmentos representavam 66,4% de todas as empresas de serviços não financeiros investigadas no estado.

Dentro dos serviços voltados principalmente às famílias, as atividades de alojamento e alimentação tiveram peso expressivo. Juntas, reuniam 2.634 empresas, o equivalente a 64,8% dos estabelecimentos desse segmento.

O resultado evidencia a forte presença de atividades ligadas à alimentação, hospedagem e serviços diretamente relacionados ao consumo das famílias na estrutura econômica alagoana.

Mercado de trabalho muda liderança

Quando o foco passa do número de empresas para a quantidade de trabalhadores, o cenário muda.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares lideravam a geração de empregos em Alagoas, concentrando 57.340 pessoas ocupadas em 2024. O número representa 41,5% de todo o pessoal ocupado no setor de serviços não financeiros do estado.

Os serviços prestados principalmente às famílias apareciam em segundo lugar, com 42.203 trabalhadores.

Dentro desse grupo, novamente as atividades de alojamento e alimentação se destacaram. Elas empregavam 34.734 pessoas, correspondendo a 82,3% dos trabalhadores dos serviços voltados principalmente às famílias.

Estrutura acompanha tendência nacional

O perfil observado em Alagoas apresenta semelhanças com o cenário brasileiro. Em todo o país, os serviços profissionais, administrativos e complementares também concentravam o maior contingente de trabalhadores, com aproximadamente 7 milhões de pessoas ocupadas.

Entre as 34 atividades pesquisadas nacionalmente pelo IBGE, porém, foram as atividades de alimentação que mais empregaram trabalhadores, respondendo por 11,7% do pessoal ocupado no setor.

Os números mostram, portanto, uma economia de serviços com forte peso das atividades ligadas à alimentação, hospedagem e atendimento às famílias, enquanto os serviços profissionais e administrativos assumem protagonismo quando o indicador analisado é a geração de empregos.

Para Alagoas, os dados também revelam o tamanho do setor — quase 12 mil empresas, mais de 138 mil trabalhadores e R$ 20,7 bilhões em receita — ao mesmo tempo em que expõem a distância do estado em relação aos principais mercados de serviços do Nordeste.

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