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Alagoas
Postada em 28/08/2025 23:00 | Atualizada em 28/08/2025 23:02 | Por Todo Segundo

Alagoas registra crescimento populacional quase nulo e preocupa especialistas

Estado registra, junto com Rio de Janeiro, o menor crescimento populacional do Brasil; diz IBGE
Alagoas registra crescimento populacional quase nulo, empatado com o Rio de Janeiro; diz IBGE - Foto: Divulgação

Alagoas contabiliza 3.220.848 habitantes em 2025, mas o crescimento de apenas 0,02% em relação ao ano anterior coloca o estado entre os que mais estagnaram no país, empatado com o Rio de Janeiro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estimativas da População residente nos municípios brasileiros.

O levantamento evidencia a baixa dinâmica demográfica alagoana, com grande concentração urbana: Maceió reúne 994.952 habitantes e, junto à região metropolitana, concentra 1.348.674 pessoas — mais de 40% da população estadual. O segundo município mais populoso, Arapiraca, soma 243.906 moradores, enquanto Pindoba, no interior, registra apenas 2.786 habitantes.

O crescimento tímido do estado está abaixo da média do Nordeste, região que também apresentou expansão menor que o restante do país, de 0,23%. Sergipe (0,36%) e Paraíba (0,47%) tiveram desempenho populacional superior ao alagoano, evidenciando a estagnação de Alagoas frente a seus vizinhos.

Especialistas alertam que a baixa evolução populacional pode refletir problemas socioeconômicos estruturais, como migração de jovens em busca de emprego e oportunidades, baixa atração de investimentos e dificuldades em reter população nos municípios menores. “O crescimento populacional cada vez menor indica desafios sérios para o desenvolvimento do estado e para a manutenção de políticas públicas eficientes”, afirma Marcio Minamiguchi, gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE.

O IBGE aponta ainda que a tendência de desaceleração populacional é nacional, mas o caso de Alagoas é mais preocupante. Entre os 5.571 municípios do país, 37,3% registraram redução populacional, e apenas 2,2% tiveram crescimento igual ou superior a 2%. A concentração em grandes cidades e o êxodo rural agravam o cenário estadual.

O baixo crescimento impacta diretamente na arrecadação estadual e municipal, já que a população é parâmetro para cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPE/FPM), e acentua os desafios para planejamento econômico e social.

Com indicadores tão tímidos, Alagoas entra em um grupo seleto de estados que não conseguem acompanhar o ritmo de crescimento nacional, o que reforça alertas sobre a necessidade de políticas públicas eficazes para retenção de população e estímulo ao desenvolvimento econômico.

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