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Alagoas
Postada em 02/09/2026 12:09 | Por Todo Segundo

Reajuste abaixo da inflação leva trabalhadores dos Correios às ruas em Maceió

Trabalhadores afirmam que medidas podem aumentar a carga de trabalho e prejudicar atendimento
Trabalhadores dos Correios fazem protesto nas ruas de Maceió contra reajuste de 0,87% - Foto: Reprodução

Trabalhadores dos Correios em Alagoas realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (2), em frente à sede da empresa, no Distrito Industrial, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. A categoria cobra uma proposta salarial maior e afirma que não descarta uma paralisação caso não haja avanço nas negociações.

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (Sintect-AL), que acusa a direção nacional da empresa de promover o que classifica como “sucateamento” dos serviços e de desvalorizar os funcionários durante as negociações trabalhistas.

De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelos Correios prevê reajuste de 0,87%, enquanto a inflação acumulada chega a 4,35%. Para a entidade, a diferença representa perda do poder de compra dos trabalhadores.

Além da questão salarial, os funcionários protestam contra o possível fechamento de aproximadamente mil agências dos Correios em todo o país. Segundo o sindicato, a medida pode reduzir o atendimento à população, aumentar os deslocamentos dos carteiros e elevar a carga de trabalho da categoria.

“O fechamento de mil agências no país todo, além de aumentar o percurso diário dos carteiros, deixa a situação praticamente impossível para atender à população”, afirmou o presidente do Sintect-AL, Alysson Guerreiro.

O Sintect-AL informou que pretende manter a mobilização enquanto não houver avanço nas negociações com a direção dos Correios. Novos protestos e uma eventual paralisação estão entre as medidas avaliadas pela categoria.

Em nota, o sindicato afirmou que os trabalhadores não aceitarão o que considera um processo de enfraquecimento da empresa pública e cobrou valorização profissional, manutenção dos postos de trabalho e preservação da estrutura de atendimento.

A entidade também reforçou que considera insuficiente o reajuste de 0,87% diante da inflação de 4,35% e defendeu novas negociações para evitar perdas salariais.

Até o momento, não há confirmação de greve. A categoria deverá avaliar os próximos passos conforme o andamento das negociações.

Nota do Sintect-AL

Nesta quarta-feira, os trabalhadores dos Correios em Alagoas realizaram uma mobilização para dar um recado claro à direção da empresa: a categoria não aceitará o sucateamento dos Correios nem o desrespeito aos seus trabalhadores.

É inadmissível que, diante de uma inflação de 4,35%, a empresa apresente uma proposta de reajuste salarial de apenas 0,87%, impondo perdas aos empregados e ignorando a importância de quem mantém o serviço postal funcionando em todo o país.

A mobilização também denuncia o fechamento de agências, medida que ameaça empregos, reduz o atendimento à população e enfraquece uma das mais importantes empresas públicas do Brasil.

O SINTECT-AL reafirma seu compromisso com a valorização dos trabalhadores, a defesa dos postos de trabalho e a preservação dos Correios como patrimônio do povo brasileiro.

Alysson Guerreiro

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL)"

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