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Internacional
Postada em 06/03/2019 09:07 | Por Da EFE
Preso radicalizado apunhala 2 agentes penitenciários na França
A polícia francesa está tratando o acontecido como um atentado terrorista. O homem aproveitou a visita de sua esposa à prisão
Um dos homens ficou gravemnet ferido - Foto: Reprodução/Twitter @InfosFrancaises

Um preso radicalizado apunhalou nesta terça-feira (5) dois agentes penitenciários na prisão de Condé-sur-Sarthe, no oeste da França, aproveitando a visita de sua mulher, em um ato que as autoridades qualificaram de terrorista.

O agressor segue entrincheirado junto com sua esposa após atacar por volta das 9h45 locais (5h45 em Brasília) com uma faca de cerâmica os dois funcionários, um dos quais ficou ferido com gravidade, mas sua vida não corre perigo, informou o Ministério da Justiça francês.

A titular dessa pasta, Nicole Belloubet, disse à imprensa que "não há nenhuma dúvida" de que se trata de um atentado terrorista, cujas investigações estão nas mãos da promotoria de Paris.

O homem está na chamada "unidade de vida familiar", um apartamento mobiliado e afastado da área habitual de detenção, no qual os presos podem receber visitas íntimas e sociais de seus parentes.

O detido está condenado a 30 anos de prisão por cárcere privado, sequestro, sequestro com resultado de morte e assalto a mão armada, e a outro ano por apologia pública de um ato terrorista, e poderia ficar em liberdade em 2038.

Segundo o delegado do sindicato FO na prisão, Alassanne Sall, o detento gritou "Alahu Akbar" ("Alá é grande", em tradução livre do árabe) no momento do ataque.

A prisão na qual ele é mantido é uma das duas com as maiores medidas de segurança em todo o país, disse Belloubet, que acrescentou que as autoridades trabalham com a hipótese de que sua mulher lhe forneceu a faca de cerâmica, que não é percebida pelos detectores de metal.

A prisão de Condé-sur-Sarthe tem capacidade para 195 presos, mas tem apenas 110 no momento.

Até o local foram mobilizadas, entre outros, equipes regionais de intervenção e segurança, mas, antes de fazer contato com o detido, os agentes devem remover da unidade outro preso que também estava lá.

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