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Política
Postada em 27/04/2021 16:52 | Por Revista Exame
'Não somos discípulos de Deltan Dallagnol', diz Renan em discurso na CPI
Relator da comissão que investigará omissões do governo durante a pandemia, o emedebista prometeu atuar de forma isenta e imparcial
À mesa, relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL) - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará ações do governo no combate à pandemia de Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) prometeu, nesta terça-feira, 27, atuar de forma isenta e imparcial, sem tomar conclusões antes das investigações concluídas. O emedebista foi indicado à relatoria pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), na reunião inaugural do colegiado, pela manhã.

No primeiro discurso após a indicação, Renan garantiu que se pautará “pela isenção e imparcialidade que a função impõe”, independente de “valorações pessoais” e opiniões. "Não somos discípulos de Deltan Dallagnol, nem de Sergio Moro", declarou Renan, em referência ao ex-procurador da República, coordenador da Operação Lava Jato, e ao ex-juiz federal, respectivamente.

No discurso, o senador deixou claro que não arquitetará "teses sem provas ou power points contra quem quer que seja" e não "desenhará o alvo para depois disparar a flecha". Segundo Renan, a CPI não será um "cadafalso com sentenças pré-fixadas ou alvos selecionados". Ele se comprometeu a fazer uma investigação “técnica, profunda, focada no objeto que justificou a CPI e despolitizada”.

"Estaremos discutindo aqui o direito à vida, não se alguém é direita ou da esquerda", declarou Renan. As opiniões e impressões que ele tiver, disse, estarão sempre "subordinada aos fatos" apurados. "Serei relator, não das minhas convicções, mas o redator do que aqui for apurado e comprovado. Nada além, nada aquém", afirmou.

Renan assegurou que a CPI respeitará o contraditório, o direito à defesa, a presunção de inocência e a paridade de armas. "Garantias civilizatórias que tantas vezes foram negligenciadas nos últimos tempos e que só contribuem para reprovável erosão das instituições", acrescentou. "Não estamos aqui para maquinar ações persecutórias, para blindar, engavetar, tergiversar ou procrastinar", disse.

Segundo o senador, "agindo com imparcialidade, a partir de decisões coletivas, sem comichões monocráticas, ninguém arguirá nenhum tipo de suspeição no futuro desse trabalho". Mais cedo, no início da sessão, senadores governistas tentaram barrar a indicação do emedebista à relatoria, apesar do acordo firmado entre a maioria dos titulares do colegiado.

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