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Valdenice Guimarães

Sobre o autor

Valdenice Barboza Guimarães; Historiadora Psicóloga Clínica Comportamental. Membro fundadora do Instituto de Análise do Comportamento – IAC. Pós-graduada em Teorias e Técnicas Comportamentais: Educação, Pesquisa e Terapia.
Postada em 07/02/2019 20:05
Volta às aulas

 A escola é um lugar de descobertas, uma aprendizagem diferenciada em relação ao processo de aprendizagem no âmbito familiar. Na escola, a criança terá novas regras para cumprir, novos estímulos ambientais e também irá desenvolver habilidades cognitivas, motoras e sociais, aumentando consideravelmente seu repertório comportamental. Essa última, favorece a sociabilidade, especialmente quando a criança está inserida em um ambiente com poucos estímulos sociais.
Para isso, ao iniciar ano letivo, a escola se prepara para receber os alunos. Há uma preocupação em organizar o ambiente para recepcionar os discentes e os pais. Além da limpeza, é importante tornar o ambiente atrativo e confortável, com decoração de boas-vindas e frases de motivação
Esse início das aulas requer uma atenção especial por parte dos pais.
É recomendável que nos primeiros dias de aula os pais acompanhem a criança, e que eles permaneçam na sala de aula o mínimo de tempo possível, permitindo, assim, a criação do vínculo do aluno com seus professores e colegas.
A adaptação escolar é uma fase delicada, principalmente para os alunos mais novos. Durante o processo de adaptação é possível que a criança chore. Nesse caso, os pais devem deixar a criança na sala com as professoras, e à medida que ela vai conhecendo a escola, vai se sentindo mais tranquila e compreendendo o ambiente como confiável e seguro.
A comunicação entre pais e professores é imprescindível para esclarecimentos sobre as estratégias utilizadas com o objetivo de superar essa dificuldade inicial, tornando menos desconfortável a experiência da adaptação para a criança e família.
Os pais também passam por algum tipo de dificuldade. Por mais que eles se preparem para esse momento, sempre há um desconforto e uma preocupação. Antes disso, é recomendável levar o filho para brincar com outras pessoas ou, se possível, levá-lo para a casa dos avós e de amigos. Assim, os dois vão treinando momentos de distância um do outro, ou melhor, de independência.
Os pais também precisam se esforçar para também se adaptarem. É perceptível que a despedida do filho na entrada da escola é um dos momentos mais difíceis na vida de uma mãe ou um pai, especialmente, se o filho vai para o berçário com poucos meses, a aflição é por deixar alguém tão pequeno e indefeso nos braços de um “estranho”. Porém, quando a criança já é um pouco maior, pode ser difícil por estar mais acostumada a ficar em casa. Para alguns pais, é muito difícil ouvirem: “Não quero ficar na escola, quero ficar com você”. É uma estratégia, para convencer e tentar voltar para a zona de conforto do lar.
Sabemos que é um momento tenso e difícil, mas necessário. Portanto, os pais devem se mostrar confiantes e seguros.
A volta às aulas é um período de muitas novidades, tanto para as crianças, como para os pais. É um período recheado de muitas mudanças, que mexe com a rotina, se não for bem administrado pode tornar a fase conturbada não apenas para os pequenos, mas também para toda a família. Porém, com alguns cuidados básicos como: planejamento, organização, disciplina, reforço e estimulação os pais podem deixar esse momento mais atrativo, desafiante, confortável e facilitar muitíssimo a adaptação. Quando o filho tem uma autonomia e uma independência maior, esse processo tende a ser mais tranquilo. A superproteção dos pais, gera uma dependência e causa prejuízo, nesse período de ajustamento em outro ambiente.
Para o teórico Burrhus Frederic Skinner, a educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido. Sendo assim, compreendemos que a educação é importante na construção da vida do sujeito, pois o auxiliará no seu desenvolvimento e em suas conquistas. As crianças não têm essa compreensão. Sendo assim, a responsabilidade é dos genitores, que precisam visualizar a vida dos filhos a longo prazo, dando condições e estimulando de maneira correta para que ele construa a sua própria história.

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